quinta-feira, 5 de dezembro de 2013


Uma expressão utilizada universalmente para referir que "está tudo bem" é constituída por duas letras: OK. Tornou-se comum a partir dos meados do século XIX nos Estados Unidos da América, mas a sua origem é incerta. Segundo os dicionários Oxford (publicados pela Oxford University Press), há quem reclame raízes escocesas, gregas, francesas ou até ameríndias (da nação norte-americana Choctaw) para OK.

Uma história curiosa sobre a expressão OK refere que terá surgido a partir do slogan presidencial do candidato Democrata (e Presidente em exercício, em busca de novo mandato) às eleições americanas de 1840, de seu nome Martin Van Buren. Era conhecido por "'Old Kinderhook" - nome da terra onde nascera, no Estado de Nova Iorque. Os seus apoiantes formaram o "OK Club", mas não conseguiram que Van Buren fosse reeleito Presidente. Perdeu para William Henry Harrison, que no entanto teve pouco tempo para saborear a vitória, pois morreu um mês depois de ser eleito.

Uma das mais plausíveis origens, no entanto, relaciona-se com a Guerra Civil Americana (1861-1865), que opôs os Estados do Norte (mais industrializados) aos Estados do Sul (cuja economia era basicamente rural e assente em mão-de-obra escrava) que saíram da União, formando os Estados Confederados da América. Cada batalhão de infantaria do Exército Federal (nortista) tinha de reportar regularmente ao comando do respectivo regimento o número de baixas que contabilizava em determinado momento: quantos mortos ou incapacitados por ferimento ou doença. Começava a lista com o número de mortos (killed), assim expresso deste modo, por exemplo: 5k (five killed, ou seja, cinco mortos). Quando um batalhão não tinha sofrido baixas, reportava 0k (zero killed). Mas depressa se tornou vulgar informar coloquialmente o comandante do regimento que um determinado batalhão estava OK, trocando o zero pela letra O - ou seja, que a unidade militar não tinha sofrido perdas e estava operacional.

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